segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

DECLÍNIO DAS IGREJAS E PASTORES.
As igrejas brasileiras, como é perceptível passam por momentos delicados em várias áreas. E uma área delicada que incomoda bastante é a econômica. Igrejas que se preocupam notadamente com os dízimos e as ofertas dos seus membros. Fazem promessas e mais promessas de vitória financeira, como se Deus fosse um banqueiro bondoso e mão aberta e que se preocupa com seus filhos apenas no aspecto econômico. Pessoas que se dizem “profetas”, fazendo disso uma atividade econômica, para se beneficiarem e se sustentarem, alegando que vivem da “obra”. Pastores e pastoras que são “ordenados”, sem o menor preparo e compromisso com a Palavra de Deus. Em nome de Deus querem se dar bem, anunciando apenas profecias que provém da carne, a famosa e conhecida “profetada”. Igrejas que promovem campanhas de toda espécie, com a finalidade de faturar um dinheiro extra. Faixas e mais faixas na fachada das igrejas anunciando tais campanhas e milagres. Essas campanhas normalmente determinam o dia em que Deus irá fazer os milagres e batizar com o Espírito Santo. Marcam encontro para Deus. Eles são os donos da agenda de Deus. Nota-se pastores abrindo igrejas a torto e à direita em todo o Brasil. A forma como isso acontece, deixa claro que essas aberturas, tem como finalidade o sustento do pastor(a) e sua família. A alegação é a mesma sempre: “Deus me mandou abrir um ministério”. Será que foi Deus? Hoje em dia, se torna muito difícil se desligar de uma comunidade evangélica. Quando isso acontece, se assemelha a uma separação matrimonial, onde a parte mais afetada (no caso os pastores), sente-se prejudicada e começa um verdadeiro assédio pelo retorno do membro que se desligou. Mas esse assédio - não se iludam - acontece, porque o pastor ou a pastora, não estão preocupados com o membro que se desligou. As ligações constantes e que muitas vezes aborrecem, bem como visitas que também aborrecem, ocorrem para que o dízimo e as ofertas perdidas retornem aos cofres da igreja. Pastores que ocupam a mídia, fazendo do culto um show televisivo. São verdadeiros astros e atores, que colocam a emoção para comover as massas. È raro você ouvir desses pastores a verdadeira Palavra. Não há a preocupação em se falar de arrependimento, pecado e salvação. Preferem falar de ventos, desertos, dificuldades e dar poder ao diabo, porque é mais fácil e conveniente. Para esses temas há mais expectadores e mais audiência. Não se pode ser injusto, é preciso lembrar que há boas exceções. Mas o problema não esta atingindo somente pastor(a). Vemos cantores(as) e bandas, que em nome de Jesus, compõem músicas apenas com a finalidade de sobreviver. São músicas desprovidas de uma mensagem que toca o coração de quem ouve. Há raríssimas exceções. São músicas consideradas “mamão com açúcar” ou sem tempero. Muitas vezes podemos até compará-las as letras de músicas sertanejas, onde o intuito é apenas vender CDs. Há composições que são ridículas e “bregas”. Estranhou o termo? Você pode estar ai pensando: mas músicas gospel brega? Analise as letras de algumas músicas com calma e você chegará a mesma conclusão que eu cheguei. Tente. Analise parte da música abaixo.
Ela se chama: “Ele vem”. E Ele Vem, E Ele Vem Saltando pelos montes E Ele Vem, E Ele Vem Saltando pelos montes Os seus cabelos, os seus cabelos São brancos como a neve Os seus cabelos, os seus cabelos São brancos como a neve E nos seus olhos, E nos seus olhos. Há Fogo... Analisou?
Que tal? Não te faz lembrar mais um monstro?
Pelo menos nessas estrofes?
Isso se chama antropomorfismo, que é muito utilizado na Bíblia, principalmente no Velho Testamento, que quer dizer: “tendência para atribuir a Deus a forma, as ações ou as faculdades humanas” Quantas vêzes se cantou essa música nos cultos sem se atentar para o detalhe que a única parte que interessaria é: Incendeia Senhor a sua Noiva Incendeia Senhor a sua Igreja Incendeia Senhor a sua Casa Vem me Incendiar. A outra parte dessa música “Ele vem”, tem semelhança à músicas baiana, que não tem nada além de ritmo. Musicas baianas, que por sinal só tem ritmos e letras repetitivas. São músicas vazias que só servem para o movimento do corpo.
Como evangélico é triste ter que admitir que essa situação é presente em várias comunidades evangélicas espalhadas pelo nosso País.

Autor: Nilson Caldeira
Bacharel em Teologia

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