terça-feira, 31 de março de 2009

Quem é Prof. Dr: Caramuru Afonso Francisco

Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco é Presbítero na Assembléia de Deus, Belenzinho - São Paulo, professor de Escola Bíblica Dominical, professor da Faculdade Evangélica de São Paulo (FAESP) e colaborador do Portal Escola Dominical.
Espero que isto ajude a voçês.

sábado, 28 de março de 2009

Quem tem promessa de Deus não morre?

Quem tem promessa de Deus não morre?
"E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna" (I João 2: 25)

Tem razão o poeta em dizer que quem tem promessa não morre?
A mesma idéia que invalida a morte por um período de tempo para aqueles que têm promessa, também invalidaria a volta de Cristo por igual período.
Se fosse desta maneira, muitos que esperam o cumprimento de alguma ‘promessa’ teriam a certeza de que não seriam surpreendidos pelo dia do Senhor por um determinado período de tempo
(I Tessalonicenses 5: 1).
A bíblia contraria o argumento do poeta uma vez que quem tem promessa de Deus também morre!
Ela demonstra que Abraão, Isaque e Jacó tinham uma promessa de Deus, porém, morreram sem alcançá-las "Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra" (Hebreus 11: 13).
O escritor aos Hebreus também demonstra que muitos tiveram uma vida vitoriosa.
Ex: Moisés, Raabe, Gideão, Baraque, Sansão, Jefté, Davi, Samuel e alguns profetas são exemplos de fé, pois venceram as adversidades confiados em Deus e alcançaram livramento conforme as promessas de Deus ainda em vida (Hebreus 11: 32- 34).
Do mesmo modo, ou seja, pela fé, muitos outros experimentaram a morte, a tortura, o escárnio, os açoites, as prisões, o apedrejamento, foram serrados, mortos à espada, outros eram necessitados, aflitos, maltratados, etc., o que demonstra que, muitos, embora crendo, não alcançaram livramento das agruras deste mundo.

Dentre estes servos de Deus, muitos recusaram o livramento de Deus, segundo a sua promessa, visando alcançar superior ressurreição (Hebreus 11: 35b- 38).
O escritor aos hebreus apresenta aos seus leitores um contraste, pois pela fé muitos venceram reinos, fecharam a boca dos leões, apagaram o poder do fogo, e outros pela mesma fé somente receberam forças para suportar toda sorte de reveses na vida.
Isto demonstra que Deus faz-se presente na vida de seus servos em todas as situações e circunstâncias.
O amor e a graça de Deus são concedidos por intermédio do evangelho de igual modo para todos os que crêem, porém, o livramento de Deus diante das agruras desta vida não alcança a todos. Embora muitos tenham recebido bom testemunho pela fé, não foram vitoriosos segundo a concepção humana.
A concepção de alguém vitorioso hoje é a de uma pessoa bem sucedida financeiramente, empreendedor, cheio de bens materiais, mas, não é assim a vitória que o crente conquistou em Cristo, visto que, muitos pela fé viveram maltratados, aflitos e necessitados.
Isto demonstra que a promessa de Deus vai além de questões vinculadas a livramentos com relação às agruras deste mundo "Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia, pois que fomos sobremaneira agravados mais do que podíamos suportar, de modo tal que até da vida desesperamos" (II Coríntios 1: 8).
Quem tem promessa de Deus morre, pois para Deus vivem todos! (Lucas 20: 38).
A morte física não é empecilho para cumprimento de suas promessas e Abraão verá o cumprimento cabal das promessas de Deus.
Do modo que se expressou o poeta entende-se que a morte põe termo às promessas de Deus, e NÃO é assim, pois Deus não é Deus de mortos.
Quem foi mais vitorioso: o evangelista João, que morreu velho e de morte natural (João 21: 22), ou Estevão, que foi apedrejado no início do seu ministério? (Atos 7: 55- 58).
Quem teve maior fé, Moisés que rejeitou ser chamado filho da filha de Faraó ou Tiago, irmão de João, que foi morto ao fio da espada? (Atos 12: 2).
Pela fé ‘todos’ os personagens bíblicos citados anteriormente pelo escritor da carta aos Hebreus morreram sem alcançar as promessas "E todos estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa..." (Hebreus 11: 39).
Há acepção de pessoas em Deus?
Ele é injusto por dar livramento para alguns e outros não?
A promessa de Deus não é para todos os homens?
A idéia de que quem tem promessa não morre surge de uma falta de compreensão sobre o que é a promessa de Deus e como alcançá-la.
Para uma melhor compreensão é preciso entender estes dois versos: “Portanto não lanceis fora a vossa confiança, que tem uma grande recompensa.
Necessitais de perseverança, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, alcanceis a promessa” (Hebreus 10: 35- 26).
‘Não lançar fora a confiança’ é o mesmo que ‘perseverar na fé’. Qual fé?
Ora, a mesma fé que uma vez foi dada aos santos: a verdade do evangelho (Judas 3).
É necessário a todos que crêem na mensagem do evangelho perseverar, pois esta é a obra perfeita que a fé produz no cristão: a perseverança (Tiago 1: 4).
A fé sem perseverança é morta, pois esta é a obra perfeita que a fé produz no cristão!
Só alcança a promessa de Deus aqueles que fazem a sua vontade! Qual é a vontade de Deus que o homem deve fazer (executar)?
Sacrifícios, rezas, imprecações, orações, jejuns, etc.?
Não! A vontade de Deus é esta: ‘Que creiais naquele que Ele enviou’ (João 3: 23).
Ora, somente alcança a promessa de Deus aqueles que crêem no nome do seu Filho Jesus Cristo. É pela fé que se alcança a promessa de Deus.
Ou seja, ‘fazer a vontade de Deus’ é o mesmo que ‘crer em seu Filho’. Através da crença (fé) o homem torna-se participante de uma promessa, e só é possível alcançá-la perseverando na fé.
Há uma grande diferença entre a promessa de um homem e a promessa de Deus.
Enquanto o homem é falho, Deus é todo poder para cumprir com a sua palavra. Ora, desta forma temos que a promessa de Deus vincula-se a sua palavra. A promessa de Deus é firme, pois ele não pode mentir, jurou pela sua palavra e o seu eterno poder constitui-se em garantia para aqueles que nele esperam.
A bíblia apresenta aos homens uma promessa de Deus que é antes dos tempos eternos "Em esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos" (Tito 1: 2).
Paulo demonstrou que a promessa de Deus é atemporal, visto que foi feita antes dos tempos que se medem de séculos em séculos, ou seja, na eternidade.
No A. T. as promessas de Deus apontavam para o Messias, a esperança de vida eterna para a humanidade que jazia em trevas. Ele também demonstrou que todas as promessas de Deus cumprem-se em Cristo "Porque todas quantas promessas há de Deus, são nele sim, e por ele o Amém, para glória de Deus por nós" (II Coríntios 1: 20).
Observe que todas quantas promessas que Deus fez cumpre-se em Cristo para a sua própria glória. Como é isto?
Ora, quando lemos acerca de Abraão, Isaque, Jacó, Moisés, Davi, vemos que eles foram vencedores em inúmeras batalhas.
Mas, qual o propósito de Deus em conceder-lhes vitória?
Eles eram melhores que os demais homens?
Tiveram uma fé superior?
Não! Antes, as vitórias que conquistaram tinham como foco principal preservar a linhagem de Cristo.
Se considerarmos que Deus escolhe dentre os homens alguns para satisfazer os seus caprichos pessoais é porque nos esquecemos do propósito eterno de Deus, que é o de ‘convergir em Cristo todas às coisas’ (Efésios 1: 10).
Ora, todas as promessas do Antigo Testamento visavam preservar a linhagem do Messias. Embora muitos não tenham visto o cumprimento desta promessa, morreram na fé. Estes que morreram na fé, em alguns momentos de sua vida terrena foram agraciados com livramentos pontuais, outros, porém, mesmo na fé, não tiveram igual livramento.
Portanto os cristãos não devem embaraçar-se com negócios desta vida, pois o que importa é a fé que opera pelo amor de Deus revelado em Cristo, pois em Cristo todas as promessas cumprem-se.

Observe o que disse o apóstolo João:
"E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna" (I João 2: 25). A promessa de Deus é específica: a vida eterna. Agregado a promessa de vida eterna àqueles que permanecem em Cristo, temos a promessa da presença de Cristo em todos os dias "Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém" (Mateus 28: 20).
A ordem para ensinar a guardar as coisas que Cristo mandou tem como foco a promessa de vida eterna. A promessa para guardar os mandamentos de Cristo promove a vida eterna, bem como nunca será abandonado àqueles que nele confiam.
Cristo prometeu estar com os seus todos os dias até a consumação dos séculos e está é uma promessa válida a todos os cristãos, e mesmo assim Estevão morreu apedrejado. Ele estava só? Não!
Isto demonstra que a preocupação dos cristãos não deve se fixar em problemas, promessas pontuais ou com a morte, visto que: "Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor"
(Romanos 14: 8).
É de conhecimento que a promessa que Deus fez é a promessa de vida eterna.
Ora, tal promessa é para que amemos a sua vinda e não estejamos embaraçados com as coisas desta vida "Ninguém que milita se embaraça com negócios desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra" (II Timóteo 2: 4).
Paulo recomenda que aqueles que usam deste mundo, que vivam como se dele não abusassem “E os que usam deste mundo, como se dele não abusassem, porque a aparência deste mundo passa” (I Coríntios 7: 31).
Agora chegamos à questão principal: Sobre qual tipo de promessa escreveu o poeta?
De onde surgiu à concepção de que não morre quem tem promessa?
De onde pode surgir uma nova promessa?
Se for por meio de profecias temos uma ressalva do apóstolo Paulo que diz: "Mas o que profetiza fala aos homens, para edificação, exortação e consolação" (I Coríntios 14: 3).
A finalidade da profecia hoje não é estabelecer novas promessas, e sim exortação, consolação e edificação, pois já temos a promessa: a vida eterna!
Não é da vontade de Deus que o cristão se fixe nas coisas desta vida, e as suas promessas não dizem de coisas passageiras, tais como: bens materiais, relacionamentos humanos, viagens, ministérios, dons, etc., antes é preciso viver hoje como se Cristo voltasse agora.
Há um grande misticismo no mundo! Os homens vivem em procura de prognósticos, adivinhações, oráculos, promessas, etc. Deus não contraria a sua palavra, concedendo uma promessa pontual para o amanhã, uma vez que o dia de amanhã não nos pertence "Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal" (Mateus 6: 34); "Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã.
Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece" (Tiago 4: 14).
Deus não invalida a sua palavra através de uma promessa pontual. Como conciliar uma promessa tendo em vista questões deste mundo com o que diz a sua palavra: o homem viverá do suor do seu rosto (Genesis 3: 19); tudo sucede igualmente a todos os homens (Eclesiastes 9: 2); o tempo e a sorte ocorrem a todos e o homem não sabe a sua hora (Eclesiastes 9: 11- 12); o homem não tem como descobrir o que há de ser (Eclesiastes 7: 14).
Alguém pode citar Simeão. Dele temos que era homem temente a Deus e que esperava a consolação de Israel (Lucas 2: 25). Ora, foi lhe revelado pelo Espírito, que antes de morrer haveria de ver a Salvação de Israel. Temos uma revelação, da mesma forma que teve José e Maria.
Tal revelação de Deus a Simeão serviu de sinal e testemunho aos pais do menino Jesus e àqueles que estavam no templo (Lucas 2: 33). De igual modo serviu de sinal ao povo o anunciado pela profetiza Ana. Ora, o anunciado pela profetiza Ana e a revelação que teve Simeão foram a respeito do Cristo, e não de questões particulares.
Perceba que a revelação de Simeão serviu de sinal e testemunho ao povo de que o menino é a consolação de Israel (Lucas 2: 34- 35), porém, ele morreu e não viu o seu povo consolado, pois a promessa ainda se dará no futuro.
A única profecia acerca da preservação de uma vida foi feita ao rei Ezequias: "Vai, e dize a Ezequias: Assim diz o SENHOR, o Deus de Davi teu pai: Ouvi a tua oração, e vi as tuas lágrimas; eis que acrescentarei aos teus dias quinze anos" (Isaías 38: 5), mas tal promessa era factível à época, pois não havia a promessa da iminente volta de Jesus.
O que muitos cristãos pensam em nossos dias também subiu ao coração de Ezequias: “Pois pensava: Haverá paz e segurança em meus dias” (Isaias 39: 8).
Não há promessas condicionais, visto que todas as promessas de Deus têm em Cristo o cumprimento (o sim) "Porque todas quantas promessas há de Deus, são nele sim, e por ele o Amém, para glória de Deus por nós" (II Coríntios 1: 20).
Quando se estabelece alguma condição para receber algo, já não é promessa, e sim uma recompensa.
Não há promessas condicionais, pois se assim fosse estabeleceria uma dívida entre o Criador e a criatura (Romanos 4: 4).
Todos os homens são falhos e nenhuma promessa de Deus esteve ou estará vinculada a fidelidade do homem.
Abraão, um exemplo de fé, mesmo após receber o testemunho de que creu em Deus, cometeu várias falhas.
Na tentativa de auxiliar Deus a cumprir a sua promessa apresentou o seu servo damasceno Eliéser (Genesis 15: 3- 4), o seu filho Ismael (Genesis 17: 18)
e riu-se da promessa (Genesis 17: 17).
Os cristãos são fiéis por estarem em Cristo, ou seja, ninguém é fiel a Cristo, antes, por estar em Cristo, na condição de nova criatura, é fiel EM Cristo (Efésios 1: 1).
Por andar na presença de Deus Abraão foi declarado perfeito (justificado) (Genesis 17: 1).
Como andar como Abraão? Por fé!
As promessas de Deus são incondicionais para que o homem possa descansar nele, pois é Ele quem trabalha para os que nele esperam (crêem) (Isaias 64: 4).
Algumas pessoas consideram o capítulo 28 de Deuteronômio como promessas condicionais, porém, é uma expressão da lei.
Por que expressão da lei?
Porque só é possível servir a Deus (ou obedecê-lo, ou cumprir os seus mandamentos) por meio da fé.
Se fosse possível aos ouvintes da lei cumpri-la, não haveria necessidade da vinda do Messias, pois o mandamento de Deus só é possível cumprir por intermédio de Cristo.

As promessas de Deus são todas sustentadas pela sua fidelidade e Ele não fica a mercê das realizações pessoais de homem algum (Hebreus 6: 13; Amós 6: 8).
É factível a promessa da vinda de Cristo ser protelada pela ‘promessa’ particular de um filho a alguém?
A ‘promessa’ de uma vida farta neste mundo, ou como dizem, ‘Deus virará o seu cativeiro’, mudará os tempos que Deus estabeleceu por seu próprio poder?
O que Jesus realmente prometeu?
“E Jesus, respondendo, disse: Em verdade vos digo que ninguém há, que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou campos, por amor de mim e do evangelho, Que não receba cem vezes tanto, já neste tempo, em casas, e irmãos, e irmãs, e mães, e filhos, e campos, com perseguições; e no século futuro a vida eterna” (Marcos 10: 29- 30).
Enquanto Jesus disse que no mundo os seus seguidores teriam aflições, muitos cristãos se valem de pretensas promessas para reclamar de Deus como fez Baruque
“Ai de mim! Acrescentou o Senhor tristeza à minha dor; estou cansado do meu gemido, e não acho descanso” (Jeremias 45: 3).

Porque fizeram algo, como fez Baruque ao ser escriba de Jeremias, pensam que Deus lhes deve alguma coisa.
O descanso que procuram é concernente a esta vida, e desprezam o verdadeiro descanso do Senhor!
Para estes diz o Senhor: “Procuras grandezas?
Não as busques. Pois eu trarei mal sobre toda a humanidade, diz o Senhor, mas a ti darei a tua alma por despojo, em todos os lugares para onde fores” (Jeremias 45: 5).

Pregadores, televangelistas e cantores mais populares do que Jesus Cristo

Muitos cristãos reprovaram e reprovam até hoje a frase de John Lennon: ?
Nós já somos mais populares do que Jesus Cristo? , publicada no jornal The London Evening Standard, em 1966. O astro quis dizer que os Beatles tinham maior influência sobre a juventude do que Jesus. Mas, quinze anos depois dessa declaração, ele foi assassinado por um fã enlouquecido, levando muitos a associarem a trágica morte com a infeliz declaração acima.Bem, o que temos visto hoje, no meio evangélico? Vemos os mesmos evangélicos que consideram a declaração de Lennon blasfema se portando como fãs de cantores e pregadores! Isso mesmo. Basta folhearmos algumas revistas evangélicas, visitarmos alguns sites e participarmos de alguns congressos de jovens e adolescentes (e de missões também) para percebermos como cantores e pregadores são, para muitos, mais populares do que Jesus Cristo! O fã-clube já se tornou comum em nosso meio.
É PECADO SER FAMOSO?
Não é pecado ser admirado, ter fama (uma boa fama, é claro), pois até o Senhor Jesus era famoso, a ponto de a sua fama correr por toda a parte (Mt 14.1; Lc 4.14). O que é errado é buscar a fama e incentivá-la. E, qual é a finalidade do fã-clube? Alimentar a fama de astros.
Nada tenho contra pessoas que admiram pregadores e cantores. O apóstolo Paulo até incentivou os coríntios a imitá-lo (1 Co 11.1). Aliás, há pessoas que me admiram como pregador e escritor, como se vê neste blog. Mas que ninguém venha me dizer que eu sou o maior pregador, o melhor escritor e, com isso, criar o fã-clube do Ciro. Eu não posso impedir que alguém faça isso, porém eu jamais incentivaria ou apoiaria um fã-clube em torno do meu nome.Somos livres para admirarmos pessoas, mas hoje em dia tem havido idolatria no meio do povo de Deus. Certos cantores e pregadores são, para muitos crentes, mais populares do que Jesus Cristo. Eu gosto de alguns hinos de certa cantora, mas onde ela chega todos ficam maravilhados, e os holofotes voltam-se para ela. A estrela chegou! Ela é ou não é mais popular do que Jesus Cristo?
QUEM É O MAIOR PREGADOR?
Certo pregador ficou sem graça, em um grande evento, pois, no meio de sua pregação, a mencionada cantora chegou, e todos se viraram para vê-la, deixando o pregador falando palavras ao ar. Eu já passei alguns apuros em congressos em que o público, em sua maioria, participa só para ver o cantor fulano. Muitos saem na hora da mensagem, e ao final da reunião tudo o que querem é ficar perto do seu ídolo... Isso é idolatria! E muitos jovens estão embarcando nessa ?canoa furada?.O que vemos no Orkut? Pessoas que se dizem cristãs debatendo sobre quem é o melhor pregador ou cantor do Brasil... Ora, isso cheira idolatria! Muitos jovens não são capazes de defender o evangelho de Cristo, mas, se alguém falar alguma coisa de seu cantor ou pregador preferido, prepare-se para a guerra. Que engano!É claro que podemos admirar, defender, se for o caso, alguém que admiramos, mas blindá-lo de tal modo, a ponto de não admitir que ninguém fale nada de suas pregações ou composições é uma postura extremada e perigosa. Por que os crentes de Beréia foram considerados nobres? Justamente por examinarem à luz da Palavra de Deus tudo o que era pregado (At 17.10,11). Hoje, se eu examinar a pregação ou composição de alguém ? o que é perfeitamente lícito, biblicamente (Jo 7.24; Mt 7.15; 1 Jo 4.1; 1 Co 2.15; 1Ts 5;21) ?, por mais que nelas haja heresias e incongruências, os fãs de plantão ameaçam, xingam, dizem que eu sou invejoso, etc. Que tipo de crentes são esses? São aqueles que consideram os seus cantores e pregadores favoritos mais populares do que Jesus Cristo!Para quem não sabe, eu admiro muita gente, uns mais, outros menos. E há pessoas (poucas) que eu admiro muitíssimo. Mas não as considero irrepreensíveis e imutáveis. Infalível é o Senhor Jesus, no qual fixo os meus olhos (Hb 12.1,2), e a sua Palavra (1 Pe 1.24,25).
VOCÊ PARTICIPA DE FÃ-CLUBE?
O que é mais triste é ver que muitos cantores e pregadores apóiam clubes de fãs, ignorando que Deus não dá a sua glória para ninguém (Is 42.8). E, se eles têm uma boa voz; se pregam ou cantam bem, com unção do Espírito, tudo é porque que o Senhor os tem abençoado (Is 50.4).
É óbvio que todos nós queremos que o povo goste de nosso trabalho, mas, no caso do crente em Jesus, o seu objetivo maior é agradar a Deus. Estêvão, quando pregou diante das autoridades, todos taparam os ouvidos. E, ao final de sua exposição, ele foi apedrejado (At 7.57). Alguém diria: ?Que fracassado!? Porém, ele, antes, cheio do Espírito, ao olhar para o Céu, que estava aberto, vira o Senhor Jesus em pé, ao lado de Deus Pai, em sinal de aprovação (At 7.55). Temos de cantar e pregar para deixar Jesus em pé, e não o povo! Se bem que, se as duas coisas acontecerem, é o ideal.Há cantores e pregadores ? mais populares do que Jesus Cristo ? dizendo que apóiam os clubes de fãs porque são formados por intercessores, ajudadores, etc. Ora, o apóstolo Paulo tinha os seus apoiadores (Rm 16), e Jesus também tinha os seus discípulos. Mas não confundamos as coisas! O conceito de fã-clube é secular, mundano, e a Palavra de Deus nos orienta a não nos conformarmos com o mundo (Rm 12.1,2; 1 Jo 2.15-17).Os astros costumam ser vaidosos, exigentes, imodestos... Infelizmente, vemos hoje cantores e pregadores agindo como os tais. Pedem para ficar no hotel ou em uma sala com ar condicionado até que chegue a hora de se apresentarem; não participam do culto. Por outro lado, alguns irmãos, mal-orientados, não param de tirar fotos: antes, durante e depois da apresentação dos cantores ou pregadores. Muitos desses crentes mal-orientados ficam deslumbrados por terem tocado em um cantor ou pregador... Diga-me: Isso não é idolatria?
DEUS NÃO DÁ SUA GLÓRIA A OUTREMA bem da verdade, se alguém me considera um exemplo (glória a Deus por isso), reitero que também tenho os meus referenciais. Mas não contem com o meu apoio para a criação de um fã-clube. Não confundamos o profano com o sagrado. Culto não show. Neste, os astros se apresentam aos seus fãs. No culto, todos louvam ao Senhor Jesus. O cantor evangélico que se preza não é igual ao cantor mundano. O pregador compromissado com o Deus da Palavra e com a Palavra de Deus não reúne pessoas à sua volta. Moisés reuniu o povo em redor da rocha, que, nesse caso, representa Cristo (1 Co 10.4; 1 Pe 2.4).O conselho que dou a todos os jovens é que deixem de lado as efemeridades e amadureçam, a fim de que agradem a Deus (Ec 12.1).
O Senhor Jesus não os salvou para que sejam fãs de cantores e pregadores. Isso a nada leva. Nem o Senhor Jesus deseja ter fãs! Ele chama os que, renunciando a si mesmos e tomando a sua cruz, desejam ser seguidores (Lc 9.23).Lembremo-nos do que está escrito em Isaías 42.8: ?Eu sou o SENHOR; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei...?Glória seja dada ao maravilhoso nome de Jesus!
Ciro Sanches Zibordi

27º Encontro Internacional de Missões


27º Encontro Internacional de Missões

Não é necessário ir muito longe para notar que o mundo está, a cada dia que passa, sofrendo uma mudança muito grande
Estamos vivendo em um período em que a crise está chegando de uma forma visível, palpável, e desta vez não é apenas os pobres e os de classe média que estão sentindo na pele essa mudança
Essa mudança no mundo está alcançando os intocáveis, como muitos dizem; chegou àqueles que se diziam imbatíveis, que até mesmo se intitulavam os superpoderosos do mundo moderno.
O mundo está ficando inchado, saturado. Até pouco tempo ouvíamos apenas os cientistas comentarem sobre os degelos, maremotos, tufões e uma mudança drástica no planeta Terra. Mas agora quase que não se houve mais sobre isso, pouco ouvimos sobre as manifestações do Greenpeace, e quase nem ouvimos mais falar da extinção do grande urso polar.
O maior problema hoje não está mais apenas nas catástrofes e, sim, chegou às nossas casas, nossas mesas, tirando nosso sono.
Quando foi que depois da Segunda e Grande Guerra Mundial houve tanto pânico no mundo? Até ela a única coisa que globalizava a terra eram essas notícias de mortes, fome, pestes, genocídio, etc.
Mas hoje a notícia que está tirando o sono do planeta é crise financeira, os desempregos em massa, os governantes que já não sabem mais que planos inventar para sanarem essa mancha.
Não estou falando da América do Sul, África, Ásia, que sempre foram alvo das desgraças e manchetes de jornais.
Eu estou falando das superpotências mundiais, como Japão, Europa, EUA e tantos outros países que sempre foram o orgulho do mundo.
No centro de Tóquio está nascendo favelas, as multinacionais na Europa e EUA estão quebrando.
Nós brasileiros estamos, por enquanto, sentindo menos essa grande crise mundial, porque creio que somos mais fortes, e já estamos acostumados com tantos problemas que parece que ainda não desabou nosso chão.
Mas a realidade é uma só: o Dia do Senhor está mais próximo que nunca, o arrebatamento da igreja a cada dia que passa se torna mais visível, mais real, mais verdadeiro.
O evangelho do Senhor mais que nunca está sendo anunciado, nunca houve tanto nascimento de igrejas e comunidades como nesse dias.
Nós que estamos envolvidos na área missionária sabemos que centenas de almas estão sendo conquistadas.
Isso quer dizer que missões são a prioridade, mesmo em tempos de crises a obra missionária, de forma nenhuma, pode ceder.
Baseado em todos esses acontecimentos foi que Pr. Cesino Bernardino teve esse nobre sentimento de não deixar de pregar o evangelho até a volta de Cristo.
E sempre que conversamos a respeito da evangelização ele comenta que Deus lhe ordenou a pregar o evangelho de Jesus Cristo até o final.
E nos cultos domésticos realizados em sua casa diariamente Jesus lhe fala claramente: “Meu filho, meu evangelho deve ser pregado até minha volta”.
Pr. Cesino entende então a voz do Senhor lhe dizendo: “Gideões: missões até o arrebatamento!”.
E para um momento tão difícil como esse que vivemos não haveria um tema tão sugestivo para o despertamento do povo de Deus, não apenas no Brasil e América do Sul, mas em todo o mundo.
Amados, é por esse motivo que mais uma vez pedimos a união do grande e poderoso povo de Deus dos quatro cantos da terra para nos unirmos, porque o Senhor está voltando, mas enquanto isso não acontece poderemos juntos pregar a palavra de Deus até aquele grande Dia.
E nesse grande congresso mais uma vez se juntará, como disse nosso presidente Pr. Cesino Bernardino e o vice-presidente Pr. Reuel Bernardino, grandes homens de Deus do Brasil e do exterior para ministrarem a palavra de Deus, e os cantores, da mesma forma, serão mais uma vez uma grande multidão fazendo com que esse evento seja mais uma vez o mais espiritual e especial de nossas vidas.