sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Prof. Dr: Caramuru Afonso Francisco

A caminho de Jerusalém
Caramuru Afonso Francisco
Texto bíblico - Ed. 8:15-36
O presente trecho bíblico nos fala de um momento muito especial na história do povo de Deus, de Israel.Ciro, o rei da Pérsia, já havia autorizado os judeus a retornarem para a Palestina, mas poucos tinham sido aqueles que haviam se decidido a voltar do cativeiro, tendo muitos preferido ficar no exílio, passando a constituir o grande contingente de judeus da diáspora.Desta feita, contudo, Esdras, escriba, versado na lei de Deus, estava a capitanear mais um grupo de pessoas que se dispunha a voltar a Palestina, à Terra Prometida, compreendendo que ali estava o local correto do povo de Deus, ali era o local que o Senhor havia escolhido para fazer habitar o Seu povo.Esdras, a quem Deus havia escolhido para realizar grande trabalho na reconstituição da nação judaica, a fim de que o povo não só retornasse a viver como uma sociedade organizada na Palestina, mas uma sociedade nos padrões estabelecidos por Deus, com rigorosa observância da Lei, segundo o trecho que lemos, inicia a sua viagem para Jerusalém e é nesta viagem, no relato que a Bíblia nos dá que encontramos preciosos ensinamentos para nós, que hoje somos o Corpo de Cristo, o Seu povo, que também temos, como Esdras, uma obra a realizar, em direção a Jerusalém celestial, que João viu como uma "esposa ataviada para o seu marido"(Ap.21:2).Diz-nos o texto sagrado que Esdras era um escriba hábil na lei de Moisés e que subiu de Babilônia e pediu ao rei Artaxerxes, tendo concedido autorização para retornar a Jerusalém e lá organizar o culto a Deus, inclusive colocando à sua disposição a fazenda real (Ed. 7).Em primeiro lugar, cumpre observar as qualidades que Esdras possuía e que o levaram a ser escolhido por Deus para tão importante e difícil empreitada, pois muitos seriam os inimigos a se levantar, não querendo que o culto a Deus se organizasse e que o povo de Israel ("rectius"Judá), tornasse a ter comunhão com o Senhor.Esdras era um escriba hábil na lei do Senhor (Ed. 7:6) .É fundamental para o servo de Deus ter condições de servir a Deus que seja pessoa que possa ter habilidade na palavra de Deus, que tenha conhecimento das Escrituras.Paulo, ao escrever para Timóteo, é bem claro a seu filho na fé quando afirma que o obreiro deve manejar bem a palavra da verdade ( II Tn. 2:15), residindo aí, aliás, o fato de o obreiro não dar margem à vergonha e ao vexame.Conquanto Paulo tenha se referido ao obreiro no texto referido, a Palavra de Deus não atenta apenas para os ministros nesta obrigatoriedade de amplo conhecimento das Escrituras. Em absoluto Jesus afirmou que o motivo do erro de muitos é não conhecerem as Escrituras (Mt. 22:29) e o salmista foi claríssimo ao declarar que a fonte da bem-aventurança do homem está em meditar na lei do Senhor de dia e de noite (Sl. 1:1-2) e que a abstinência do pecado, relacionada com a circunstância de se esconder a palavra de Deus no coração (Sl. 119:11).Esdras somente foi escolhido por Deus para uma missão tão importante, qual seja, a de organizar o seu povo, que retornava do exílio, nos padrões bíblicos, porque era um conhecedor profundo da Palavra, porque tinha habilidade nas Escrituras, sendo este um pressuposto insubstituível, inafastável para todos quantos desejem trabalhar na obra do Senhor, mormente nos dias atuais, muito mais difíceis e com maior iniqüidade que os dias de Esdras.Mas, por que Esdras era hábil na lei do Senhor ?A resposta a esta questão distingue Esdras de todo e qualquer intelectual que tenha conhecimento teórico, científico até, a respeito da Palavra de Deus, como muitos que hoje existem neste mundo.Esdras não era apenas uma pessoa entendida na lei de Moisés, como muitos outros escribas, mormente aqueles mencionados durante o ministério terreno de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, mas alguém que tinha profundo conhecimento da lei " porque tinha preparado o seu coração para buscar a lei do Senhor e para a cumprir e ensinar em Israel os seus estatutos e os seus direitos" (Ed.7:10).Esdras não tencionou ser um grande doutor da lei, um catedrático de qualquer escola de seu tempo, náo tinha por ambição ser um renomado especialista de assuntos judaicos na corte do rei da Pérsia, mas tinha buscado conhecer a lei de Deus para cumpri-la, tinha o desejo de conhecer a lei de Deus, de observá-la, porque cria realmente no seu conteúdo, tinha uma experiência com Deus e desejava cumprir o que havia sido determinado pelo Senhor ao Seu povo.Esdras havia posto o seu coração na lei de Deus e reside aí a grande distinção entre os especialistas e estudiosos teóricos da Bíblia Sagrada, que a tratam como mais um ramo do conhecimento humano, como uma profissão do saber e aqueles que, antes de se disporem a Ter a mente dedicada ao estudo da Palavra, põem o coração a meditar na lei de Deus, ardentemente demonstram amar a Deus sobre todas as coisas e, por isso, passam a observar as Escrituras, tomam-na como sua única regra de fé e prática.Eis a razão pela qual Jesus disse que amá-Lo é observar os seus mandamentos (Jo. 15:10, 14).Quando o servo de Deus se dispõe a colocar o seu coração nas coisas de Deus, começa a construir um tesouro nos céus e não na terra, pois onde está o coração do homem ali está o seu tesouro (Mt. 6:21) e, em virtude disto, faz-se agradável a Deus, dele se aproximando e sendo, conseqüentemente, galardoado e enriquecido nas coisas de Deus (Hb. 11:6).Ouso mesmo afirmar que Esdras foi chamado por Deus para tão importante obra porque o Senhor viu na disposição em buscar a lei do Senhor a qualidade indispensável para o êxito do trabalho que precisava ser realizado entre o povo.Foi por esta disposição em buscar a lei do Senhor que Esdras reuniu a credencial necessária para ser chamado por Deus para empreender esta tão grande obra que o equipara, até hoje, segundo os estudiosos da Bíblia, a um papel como o de Moisés, pois, indubitavelmente, foi Esdras quem Deus usou para reinstituir a lei em Judá para o período do Segundo Templo.Observe-se, ainda, que Esdras não buscou se preparar na lei do Senhor para a ensinar, mas, primeiramente, para a cumprir.Bom ensinador é aquele que faz o que ensina, não aquele que simplesmente manda fazer.Comuníssimo nos nossos dias o cumprimento do dito popular "faça o que eu mando, não faça o que eu faço", máxima que, lamentavelmente, tem sido também a tônica de muitos supostos ensinadores da Palavra de Deus na atualidade.Contudo, o verdadeiro e sincero ensinador da Palavra é alguém que, antes de mais nada, dá o exemplo com sua conduta, com seu "modus vivendi", não apenas ensinando, mas, sobretudo, vivendo a Palavra de Deus que expõe ao povo do Senhor.O maior de todos os Mestres, Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, assim procedeu, dando sempre o Seu exemplo, tendo cumprido toda a lei, em tudo tendo sido tentado, mas sem pecado e, por isso, pode interceder por nós, bem como compadecer-se das nossas fraquezas. Antes de até ouvirmos Seus ensinamentos, vemos o Seu maravilhoso exemplo e, ao segui-Lo, damos passos decisivos para a vitória sobre o mal e o pecado, credenciando-nos para a redenção do nosso corpo( Jo. 13:15).Não é por outro motivo que o escritor aos Hebreus nos manda olhar para Jesus na nossa caminhada nesta vida (Hb.12:1,2), residindo também neste ponto toda a eficácia da pregação de Paulo, a fonte da autoridade com que pôde enfrentar todos os seus opositores, pois ele podia se expressar da maneira como escreveu aos coríntios : " sede meus imitadores como eu sou de Cristo" (I Co. 11:1).Caro leitor, será que você pode repetir estas palavras do apóstolo?Tendo, então, feito disposição para cumprir a lei de seu Deus, Esdras preencheu os requisitos divinos para empreender a grande tarefa da restauração espiritual de seu povo.Verificamos que Esdras foi grandemente abençoado por Deus, pois recebeu uma carta do próprio rei Artaxerxes, que lhe dava autoridade suficiente para a tarefa de restauração da vida nacional judaica.Conforme lemos no capítulo 7, a partir do versículo 12 até o versículo 26, Esdras recebeu plenos poderes do rei da Pérsia para instituir governantes, juízes, obter recursos financeiros e ordenar a reconstrução da cidade de Jerusalém e do templo, enfim, tinha, como se diz hodiernamente, "carta branca" para agir em favor de seu povo.Tamanha confiança depositada em Esdras é mais uma demonstração daquilo que há pouco dissemos a respeito da lealdade e da sinceridade deste homem de Deus na corte de Artaxerxes.Sendo Deus o Soberano de todo o Universo, há quem ache que, nós, Seus servos, não devemos honrar às autoridades constituídas nem a elas ser leais, porquanto "não somos deste mundo" e " nada devemos às instituições humanas".Há , mesmo, aqueles que entendem que a obediência a Deus importa num alheamento da vida civil, em uma abstenção deliberada de todos os deveres cívicos, pois seríamos "um povo especial, zeloso e de boas obras".Entretanto, se tais pessoas invocam uma suposta vida dedicada a Deus para fugir às suas obrigações e deveres legalmente estabelecidos, se dizem que se deve manter distantes de "César", quando se trata de auferir das vantagens e dos serviços colocados à disposição pelo Estado, são os primeiros a deles usufruir, a deles se utilizar, a reclamar melhorias em seu funcionamento.Tudo está, portanto, a mostrar, com clarevidência, que tal pensamento nada tem de cristão, que não há qualquer respaldo em seus ensinamentos, que nada mais representam do que mais uma astuta cilada do inimigo de nossas almas, que a todo momento procura inserir princípios e doutrinas que não tem outra finalidade a não ser a violação da Santa Palavra de Deus.Jesus, durante Seu ministério terreno, sem jamais abdicar de Sua condição de Rei, de Senhor , mesmo perante o representante de César, então a máxima autoridade terrena (Jo. 18:36,37), jamais se mostrou insubmisso ou rebelde contra as autoridades constituídas, sempre reafirmando, com Seu exemplo, que os salvos devem se submeter, honrar e respeitar as leis e as autoridades constituídas, tendo, como único limite, a observância da sã doutrina, "dando a César o que é de César e a Deus o que é de Deus" (Mt.22:21).Eis a razão porque o sincero e temente servo do Senhor sempre será um bom cidadão, alguém que é digno da confiança do governo, pois, ao cumprir a lei do Senhor, o cristão sempre se empenhará para a consideração, reconhecimento e sucesso de tal instituição.Era, precisamente, este o testemunho que Esdras deixara na corte de Artaxerxes, a ponto de o rei confiar-lhe tantos poderes, a um cativo, como era juridicamente este homem de Deus, mas um homem que sabia bem qual o seu lugar na sociedade e qual o seu papel diante do governo, pois, afinal de contas, todas as autoridades existentes são constituídas por Deus (Rm.13:1).Dotado de tamanho poder e autoridade, Esdras nos dá uma outra e maravilhosa lição, eis que não se deixou embriagar pela dádiva concedida por Deus, mas, bem ao revés, embora reconhecesse a autoridade de Artaxerxes, tanto que lhe era leal e submisso, Esdras tinha plena consciência de que todo o poder emana de Deus.Se estava em posição de honra e autoridade dada pelos homens, Esdras bem sabia que isto se devia a sua vida de lealdade e sinceridade perante Deus.Tanto assim foi que, antes de iniciar sua partida para Jerusalém, Esdras não pediu exércitos, cavaleiros ou uma frota de navios a Artaxerxes ( que até lhos concederia diante do teor de suas ordens), mas preferiu apregoar um jejum e colocar todo o povo em oração às margens do rio Aava, a fim de pedir ao verdadeiro Soberano do Universo, ao único e maravilhoso Deus, fonte de toda a autoridade, o sucesso de sua jornada.Assim deve sempre agir o servo de Deus.Jamais deve deixar de olhar para cima(Cl. 1:2), para os céus, sabendo que é de lá que lhe vem o socorro (Sl. 121:2).Deve estar sempre consciente de que está nesta ou naquela posição por mercê e misericórdia de Deus, a quem deverá sempre prestar contas do que tiver feito, bem ou mal, por meio do corpo (II Co. 5:10).É preciso compreender, sempre, que todas as coisas deste mundo, inclusive e especialmente a glória humana, são passageiras, estão vinculadas ao tempo e não durarão senão pequeno período ( I Pe. 1:24, Is. 40:6,8).Nem mesmo posições na casa do Senhor escapam a esta dura realidade, visto que está a Igreja a peregrinar perante esta Terra, sendo extrema e essencialmente passageiro o seu atual estado neste mundo.Por isso, Pedro insta aos obreiros que mantenham esta circunstância bem presentes em seus espíritos, de forma que não se deixem embriagar pela autoridade que lhes for concedida por Deus perante o Seu rebanho, a fim de que não possam portar-se como dominadores, como ditadores, como chefes (I Pe. 5: 2), postura de quem esquece de que é mero dispenseiro de Deus, mero instrumento da vontade do Pai no corpo de Seu Filho (Tt. 1:7).Esdras, todavia, não se deixou levar pelo poder, autoridade ou posição, mas se manteve fiel ao rei Artaxerxes e muito mais ao Rei dos reis, a quem, humilhando-se, requereu proteção e êxito (Ed. 8:21, 23).A conseqüência da atitude de humilhação e reconhecimento da soberania de Deus para Esdras foi extraordinária e é um exemplo a ser seguido por todos os sinceros e tementes servos do Senhor.Diz Esdras, antes mesmo de iniciar a viagem a Jerusalém, que, pela humilhação, pela consagração, pelo jejum e pela oração, que Deus se moveu pelas orações do povo.O segredo da vitória do crente está precisamente no instanteem que consegue o mover-se de Deus, o movimento do Soberano, do Rei dos Reis.Quando Deus se move, a vitória é certa, pois operando Deus, ninguém poderá impedir a realização da vontade divina (Is. 43:13).Mas Deus somente se move pela oração do justo, somente ouve a quem for fiel (Sl. 34:17).Embora Deus seja onisciente, onipresente e onipotente, os pecados do homem fazem separação entre Ele e o ser humano e não havendo comunhão, não há comunicação entre Deus e o homem.Por isso, Deus não ouve nem vê o homem que está dEle separado (Is. 1:15), no sentido de que, embora esteja contemplando as preces e as petições, a elas não atende, pois não há comunhão, não há comunicação, porquanto o pecado fez com que o ser humano e Deus tivessem propósitos distintos, separados, sem que possam convergir para o mesmo ponto.O servo de Deus teve ter, portanto, esta percepção, a sensibilidade para saber se está caminhando dentro da vontade de Deus ou não.Esdras tinha esta consciência e, mesmo antes de dar início à caminhada, já sentiu o mover-se de Deus na direção da vontade declarada na oração.Perceba que não se trata de indicar a Deus qual o caminho que deva ser seguido, como estão muitos a defender atualmente, como se Deus fosse um empregado, um serviçal qualificado dos caprichos, dos sonhos e dos melindres dos cristãos.Bem ao contrário, que o verdadeiro, sincero e fiel servo doSenhor, ao pedir, impulsionado única e exclusivamente pelo Espírito Santo, consegue descobrir qual é a vontade de Deus e, assim, adapta as suas petições ao propósito sublime do Senhor, tendo a sensibilidade suficiente para sentir o mover-se de Deus ainda na hora da oração.Um homem convicto de que estava na senda traçada pelo Senhor e que tinha sensibilidade para sentir o movimento celestial . Assim era Esdras e nós também devemos assim ser na nossa caminhada para Jerusalém.Estamos certos de que estamos seguindo o caminho determinado por Jesus ou perdemos o rumo em nome da nossa vaidade, de nossos caprichos, de nosso tolo entendimento.Lembremos que há caminho que ao homem parece direito mas que tem como fim a perdição (Pv. 16:25).Este, porém, não era o caminho de Esdras.Depois de sentir que Deus se havia movido pelas suas orações, Esdras nos dá outra lição importante, a saber, da vigilância, da prudência e da consagraçãoO texto nos afirma que, após ter sentido a aprovação divina em suas petições, o escriba separou dentre os sacerdotes alguns que pesassem o ouro, a prata e os vasos que tinham em seu poder, consagrando-os ao Senhor.Antes de iniciar viagem, Esdras procurou verificar qual o montante dos recursos que tinha em seu poder para dar início à viagem.A medida tinha o nítido propósito de ter idéia de que havia sido conseguido junto a todos os doadores, de dar transparência e conhecimento a todo o povo do tamanho da bênção e do arrecadado e permitir que, durante a viagem, fosse dado o devido valor aos trabalhos de proteção e guarda dos tesouros, bem como dar condições para a verificação da fidelidade quando se chegasse ao destino em Jerusalém.A atitude de Esdras revela que o escriba tinha noção plena da sua condição de mero mordomo, simples administrador das dádivas de Deus para Seu povo e que, portanto, deveria ser dado o devido valor e cuidado por todo o povo na sua guarda e proteção.Esdras não temia as críticas nem queria se deixar levar pela vaidade do poder.De forma bem clara e transparente, demonstrou ao povo( e só ao povo, perceba-se), quanto Deus os havia abençoado e o que estava sob sua responsabilidade, não só sua, mas de todo o povo, na medida em que compartilhou com ele a contagem e pesagem do que havia sido conseguido.É esta atitude que vemos faltar em muitas lideranças no povo de Deus, na atualidade.O líder cristão deve conscientizar-se e ao povo que está sob sua responsabilidade da condição que temos de mordomos do Senhor.O mordomo é um administrador de confiança, a ele está confiada a tarefa de administrar, de distribuir os recursos e tomar as providências necessárias para que haja o crescimento dos bens que lhe estão confiados.Neste passo, não é correto afirmar que o mordomo deva ser alguém passivo, sem iniciativa, que não tenha ousadia para tomar decisões e aceitar desafios.Esdras não foi passivo, não se limitou a pedir a Deus em oração e iniciar sua viagem.Antes de iniciar a viagem, fez questão de saber o que Deus lhe havia dado, de verificar quais os recursos que lhes estavam disponíveis e com o que poderia contar.O líder cristão deve ser alguém que saiba planejar, que saiba verificar o que Deus tem lhe confiado e, assim, "pese" e "conte" os tesouros que Deus lhe tem fornecido.Muito da obra de Deus tem se deixado de fazer porque os líderes não têm sequer a idéia do quanto Deus lhe tem abençoado e dado no meio do povo que está sob sua responsabilidade.Esdras não ousou partir sem saber o que Deus lhe tinha dado, sem verificar o quanto Deus lhe tinha abençoado.Esdras foi prudente, pois quis saber quais eram as suas potencialidades, quais os recursos que Deus lhe tinha dado.Observe-se que Esdras não estava querendo se vangloriar, nem se exaltar, mas, muito pelo contrário, tornar transparente a magnitude da bênção de Deus e tornar o pvo co-responsável na guarda das bênçãos divinas e no seu crescimento.Veja-se que, após a medição, Esdras não fez qualquer discurso, não permitiu que a ele se desse qualquer glória ou honra, mas, imediatamente, consagrou tudo a Deus.Isto que devemos fazer, caro leitor.Devemos, num auto-exame, termos certeza do que Deus nos deu e avaliar qual a nossa potencialidade, quais os talentos que Deus nos concedeu e, depois desta auto-análise, iniciarmos uma consagração de tudo a Deus, dispormo-nos a tudo colocar nas mãos do Senhor para que a glória do Senhor nos encha e sejamos seus instrumentos para a salvação de alguns, arrebatando-os do fogo (Jd.23a).Mas não bastava apenas a prudência da pesagem e da consagração de tudo a Deus. Esdras admoestou os maiorais dos sacerdotes a que fossem vigilantes durante todo o caminho, durante toda a jornada até Jerusalém.É precisamente o que se está a exigir da nação santa, dos sacerdotes reais de nossa dispensação (I Pe.2:9).Jesus foi bem incisivo ao determinar que devemos vigiar (Mc.13:37).Nosso Senhor antepôs mesmo a vigilância à oração, como podemos observar nas suas palavras nos evangelhos (Mt.26:41, Mc.13:33).Certo pastor contou em um de seus estudos que um irmão,muito orava, queixava-se que, apesar de tanto orar, não conseguia resistir a algumas tentações e fracassava com freqüência, tendo, então, sido conscientizado que, antes de muito orar, imperioso é que se vigie com mesma ou maior intensidade.O inimigo é astucioso e, sem que se tenha a vigilância, ocristão não terá como vencer as ciladas que se lhe forem postas na sua jornada.O conselho de Esdras é mui precioso, porquanto, antes mesmo,que se iniciasse a caminhada, mandou aos sacerdotes que vigiassem, que mantivessem todas as riquezas auferidas pela mão do Senhor para que tudo pudesse apresentar incólume aos anciãos na cidade santa.Como seria bom se todos aqueles que iniciassem sua vida com Cristo estivessem advertidos pelos mais experientes, por aqueles que Deus comissionou para que os liderasse de que a vigilância deve ser uma tônica inafastável da carreira do cristão.Em nossas igrejas, há hoje um descuido acima do tolerável quanto ao discipulado dos neoconversos, que, muitas das vezes, não são devidamente orientados quanto a vigilância e, pouco depois, acabam se desviando dos santos caminhos do Senhor.Nem se diga que a perda de almas estava já prevista pelo Senhor na parábola do semeador (Mt.13:3-23) e que a apostasia é algo inevitável. (I Tm.4:1)Não se nega a realidade de tal assertiva, mas não podemos deixar de verificar que a boa terra da mencionada parábola não foi arada por Deus mas que é da Igreja a responsabilidade pela sua preparação, pois, como Paulo nos ensina, são os homens que plantam e que regam, embora o crescimento venha de Deus (I Co. 3:6).Esdras bem demonstra que a incumbência do ensino da vigilância, de seu treinamento e de sua admoestação não é de Deus mas, sim, uma tarefa que foi cometida àqueles que foram chamados por Deus para estar à frente do povo escolhido, do povo escolhido para habitar a Jerusalém, que, agora, não é mais a terrestre, mas a celestial (Fp.3:20).Tanto assim é que partiu dele a própria ordem para que houvesse a vigilância e não de uma operação sobrenatural do Senhor. É dos ministros, é dos cristãos que se aguarda a tomada de providências no sentido de orientar o povo de Deus sobre a vigilância e os cuidados que devem ser mantidos na caminhada rumo ao céu.A vigilância é elemento indispensável para que se tenha a eficácia da armadura que Deus coloca à disposição do cristão.De nada adianta o Senhor colocar ao Seu povo todo um arsenal de armas poderosíssimas, como as elencadas por Paulo em Ef. 6:10-17, se não houver a vigilância.É o próprio apóstolo quem explana que a utilização da armadura de Deus depende de alguns fatores, entre os quais, a vigilância e vigilância perseverante (Ef.6:18).A vigilância, ensina-nos Esdras, deve perdurar até a chegada a Jerusalém. É algo que deve ser uma constante na vida do cristão, algo intermitente, que jamais deve ser alvo de interrupção, até porque o nosso adversário anda ao derredor buscando a quem possa tragar (I Pe. 5:8).Somente ao término da viagem é que se poderia pensar em se pôr fim à vigilância, somente quando se percorresse todo o caminho determinado pelo Senhor.A nossa glorificação, no dia do arrebatamento da Igreja, ou, se dormirmos antes, o dia da nossa morte é o limite temporal de nossa vida de vigilância.Depois de devidamente alertados para a necessidade da vigilância foi que os sacerdotes receberam os tesouros que deveriam levar para Jerusalém.Somente após a devida conscientização do valor das riquezas espirituais a nós confiadas, somente após a devida explanação de quanto valiosos somos para Deus e de quanto nos custou a salvação e a vida de comunhão com Deus é que devemos iniciar nossa caminhada resoluta para a Nova Jerusalém.Logicamente que nossa caminhada se inicia no momento em que aceitamos a Cristo como Nosso Senhor e Salvador e que não há como deixar de trilhar pelo caminho estreito mas que conduz à vida eterna desde então.Todavia, não há como negar que a caminhada autônoma, independente, sem o amparo e o cuidado daqueles que nos receberam no seio da Igreja e que devem nos ensinar, somente se poderá dar após um período de preparação e de conscientização.Quem já viu um pequeno infante iniciar seus primeiros passos sem um acompanhamento daqueles que o rodeiam, de seus pais, avós, parentes e conhecidos ?Quem não viu já os próprios animais irracionais serem acompanhados, quando ainda filhotes, em seus primeiros passos ou vôos pelos seus pais ?Todavia, lamentavelmente, há na Igreja pessoas mais insensíveis que os próprios animais irracionais, que teimam em exigir dos novos convertidos passos firmes e seguros nos primeiros momentos da vida com Cristo, que querem impor-lhes fardos, tesouros e demais responsabilidades na caminhada sem que possam ter sido estes meninos espirituais devidamente instruídos quanto a responsabilidade de servir a Cristo, quanto aos riscos do caminho, quanto ao valor que têm para Deus.São pessoas que se tornam verdadeiros agentes do adversário, porquanto são instrumentos poderosos para que haja, entre os novos convertidos, quedas, feridas e toda sorte de acidentes, muitos deles fatais.É imperioso que tenhamos um período de discipulado e de integração dos novos crentes para que venhamos a ter uma Igreja sempre vigorosa, bem alicerçada na Palavra e que dê muito fruto em seu trabalho para o Senhor.Pois bem, após ter tomado todas estas providências preparatórias para a viagem, quais sejam, a conscientização da vigilância, a consagração em oração e jejum e a humilhação, Esdras, finalmente, inicia sua jornada para Jerusalém.Sua jornada não poderia ser outra, diante de tamanha e tão feliz preparação. Testemunha Esdras que "a mão do nosso Deus estava sobre nós" (Ed. 8:31).Não poderia ser de outro modo.Esdras havia buscado a orientação do Senhor, havia-lhe sido fiel, havia busca a Sua presença e a Sua face, tendo tomado o cuidado de fazer conforme a Sua vontade.Quando assim procedemos, o Senhor não nos desampara e mantém Sua mão sobre nós.Isto, em absoluto, não quer dizer que, por estarmos caminhando como e para onde o Senhor nos deseja levar, que estejamos imunes à ação do adversário ou que o caminho não terá dificuldades.Lembremos que Esdras pediu ao Senhor um caminho direito e este caminho era direito, tanto que o Senhor com ele estava a caminhar.Mas, como afirma o próprio Esdras, enquanto caminhavam os sacerdotes, levitas e demais integrantes do povo, devidamente conscientes de seu valor, vigilantes, consagrados e repletos da presença do Senhor, foram armadas ciladas pelos inimigos.Falso é o ensinamento segundo o qual a vida com Crsito e a caminhada para o céu é isento de lutas ou de dificuldades.Já o o dissemos neste mesma reflexão a respeito disto e, uma vez mais, exsurge a realidade de uma caminhada sob a proteção de Deus mas repleta de cilada do inimigo.O Senhor nos promete a vitória, mas não nos garante uma vida sem dificuldades ou lutas.Aliás, para que haja vitória mister que tenha havido luta.A presença dos inimigos e as ciladas feitas ao longo do caminho não impediram que o povo chegasse são e salvo a Jerusalém.Por isso o crente deve ficar seguro e descansar nos braços do Senhor pois, apesar de toda a luta, de toda a perseguição, de todas as calúnias e mesmo da solidão com que, por vezes, os amigos nos deixem, sabe que a mão do nosso Deus estará sobre seu caminho e a chegada ao destino correto, ao alvo pretendido é certa e não poderá ser impedida.Cristo, ao indicar as bem-aventuranças, no Sermão do Monte, foi claríssimo ao afirmar que a perseguição por causa da justiça, a calúnia, a injúria , a mentira por causa de se estar caminhando para Jerusalém, é motivo para que o crente se alegre, para que o crente exulte e , como diz Tiago, comece a louvar ao Senhor.No caminho para Jerusalém, sob a direção do Senhor, estaremos debaixo de Sua mão, estaremos seguros, como afirma o salmista (Sl. 91:1).As ciladas virão, mas estamos vigilantes e em comunhão com o Senhor, que no-las mostrará e nos dará o devido escape, pois, como afirmou Esdras, é Ele quem nos livra do inimigo (Ed. 8:31).Basta que tomemos o caminho direito, basta que nos consagremos, que oremos, jejuemos, humilhemo-nos e fiquemos vigilantes, plenamente conscientes da vontade do Senhor para conosco.Se assim estivermos, não haverá cilada, não haverá inimigo que nos possa impedir a marcha para Jerusalém.Teremos, sim, de batalhar, de nos mantermos vigilantes e armados para as ciladas que, astuciosamente, serão colocadas em nosso caminho, pois Deus não nos prometeu eliminá-las, mas certos podemos ficar que a vitória virá e para a glória e honra do nome do Senhor.Chegados a Jerusalém, os viajantes bem demonstraram a excelência de seu serviço e de sua caminhada.Primeiramente, repousaram por três dias, como linda figura daqueles que descansam no Senhor após terem combatido o bom combate e terem terminado a carreira guardando a fé e estão à espera do arrebatamento da Igreja.O repouso, o descanso não só nos fala daqueles que, no Paraíso, aguardam a chamada do Mestre para ressuscitarem em corpos gloriosos, mas também nos indica a real posição e situação do servo do Senhor.Sim, mesmo os crentes que ainda vivem neste mundo, estão, diz a Palavra, nas regiões celestiais em Cristo, abençoados com toda sorte de bênçãos espirituais.Estamos no descanso, porque estamos em Cristo, como bem nos ensina o escritor aos Hebreus, que afirma que o descanso é conseqüência da obediência ao Senhor (Hb.4:3-9).Assim, o fato de o povo ter repousado após Ter chegado a Jerusalém é demonstração de que somente os fiéis, somente os obedientes é que podem descansar.O descanso é um efeito da salvação, tanto que o Senhor chamou a si os cansados e os oprimidos, pois só assim encontrariam descanso para as suas almas (Mt. 11:28,29).Se o crente pode sofrer lutas, perseguições e aflições, certo é que sempre poderá descansar nos braços do Senhor.Como diz conhecida canção evangélica, é preciso seguir os passos do Senhor, no caminho para Jerusalém, mas também é imprescindível que se descanse nos Seus sacrossantos braços.Não podemos nos inquietar, desesperar-nos, apesar da luta ser renhida, muitas vezes ardente como a fornalha aquecida sete vezes mais para os amigos de Daniel, mas nos colocarmos nos braços , na mão do Senhor, pois as ciladas do inimigo e toda a sua força não nos poderá tirar deste lugar de descanso, deste privilégio que é desfrutar da paz de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.Esta paz que foi por Ele prometida (Jo.14:27), foi por Ele outorgada (Jo.20:19) e está sempre conosco, precisamente como contrapeso para as aflições que passamos neste mundo (Jo.16:33).Após terem repousado, dando testemunho da sua condição espiritual, o povo recém-chegado a Jerusalém passou a pesar os tesouros que havia guardado durante a viagem.O povo de Deus deve estar preparado para o acerto de contas com seu Senhor." Porque todos devemos comparecer ante o Tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal." (II Co.5:10).O povo que está caminhando para Jerusalém deve estar ciente que lhe espera lá uma prestação de contas, que está a caminhar com tesouros, riquezas, talentos que não lhes pertence mas que lhe foram dados para a viagem, para serem usados para honra e glória do Senhor.Esta perspectiva da vida cristã somente pode ser auferida mediante a conscientização do valor que temos para Deus e do valor que Deus tem de Ter para nós, como acima já explanamos.Não se pode conceber que um fiel não tenha ciência deste ponto de vista do Senhor, que não é a de um Deus cobrador, cruel ou mesquinho, mas, muito pelo contrário, de um Ser Supremo justo e que, por nos ter amado tanto, a ponto de enviar Seu Filho Unigênito para pagar altíssimo preço, pode fazer uma exigência, pode apresentar Seu amor como um amor exigente e que reflete Sua justiça.É impossível agradar a Deus sem fé, diz o escritor aos Hebreus, mas ter fé não é somente crer que Deus existe, mas, sobretudo, que Ele é galardoador dos que O buscam (Hb.11:6), ou seja, que Ele tem todo o direito de nos julgar conforme as obras que tenhamos operado por meio de nosso corpo diante de tudo aquilo que tem nos dado à disposição para Lhe servirmos.Este povo, após ter repousado, prestado contas das riquezas que se lhe deram ao longo do caminho, ofereceram sacrifícios ao Senhor.É exatamente o que iremos fazer quando chegarmos a Jerusalém celeste.Após termos prestado contas, banqueteado com o Senhor nas bodas do Cordeiro, passaremos a lhe sacrificar, não mais os holocaustos da antiga aliança, que, no Calvário, foram substituídos pelo sacrifício único do Senhor que tirou o pecado do mundo, mas Lhe sacrificaremos com os nossos lábios, com o louvor que, para todo o sempre, iremos Lhe entoar (Hb.13:15).Verdade é que o sacrifício do louvor não se deve iniciar apenas quando chegarmos a Jerusalém e que, desde já, devemos louvar ao Senhor (I Co.14:26).Por isso mesmo, a vigilância de que tanto estamos a falar deve ter no ministério do louvor uma relevância singular.Atualmente há um posicionamento extremamente perigoso no que tange ao louvor do Senhor na Igreja.Muitos se têm deixado levar pelas astutas ciladas que o inimigo tem colocado nesta matéria, permitindo a mistura da música profana com a música sacra.Não pode haver mistura no povo de Deus, que segue um caminho direito, como vimos, mas há muitos que, sob o pretexto de modernização tecnológica , estão a confundir louvor a Deus com ritmos, músicas e práticas que, não raro, são verdadeiros sacrifícios a ídolos.Não se está aqui desprezando a diversidade cultural dos povos, a utilização de recursos tecnológicos e de técnicas novas e modernas que venham a aprimorar o louvor a Deus, mas sobretudo a negligência com que muitos têm permitido o ingresso de todo e qualquer tipo de música nos cultos, sem perceber que, ao lado de servirem à mercadorização da música na casa de Deus, têm se tornado em instrumentos poderosos para a dessacralização e a própria mundanização da Igreja.O povo que chegou a Jerusalém fez sacrifícios puros, santos e conforme a lei então vigente e nós devemos louvar a Deus, ainda durante a viagem, com cântico novo, entendido este não como uma música moderna, mas um louvor puro, sadio e de glorificação a Deus, que não busque o enriquecimento, a assimilação de valores mundanos e, muito menos, traga sensualidade ou qualquer outro tipo de satisfação carnal mas que sejam genuínos louvores que nos tragam as maravilhas celestiais que nos aguardam ainda durante a nossa jornada.Por fim, este povo, após ter confiado em seu Deus, ter, antes de caminhar, feito humilhação, oração, jejum e trilhado caminho direito com toda a vigilância e sob a proteção do Senhor, após repousar, prestar contas e sacrificar, entregou as ordens que haviam recebido das autoridades constituídas e iniciou seu trabalho de ajudar o povo e a casa de Deus (Ed.8:36).Que lição admirável!Quantos de nós não temos objetivos traçados pelo Senhor para nós e a eles nos dedicamos com afinco, com oração, com jejum, com humilhação, com vigilância e, após tê-lo alcançado, ter, inclusive, testemunhado que a mão de Deus esteve sobre nós, que vencemos a todas as ciladas do inimigo e, por fim, tendo desfrutado do repouso, tendo até prestado contas ao Senhor e Lhe louvado por que é digno de todo louvor, paramos, cessamos nossa caminhada, guardando para si tudo aquilo que o Senhor nos proporcionou.Quantos não buscam com denodo e esforço o batismo com o Espírito Santo e, ao alcançarem esta bênção e passarem a ser pessoas revestidas de poder, estacionam na vida espiritual e se acomodam na casa de Deus ?Todavia, este povo que era guiado por Deus por intermédio de Esdras termina sua passagem pelas Escrituras Sagradas dando-nos um exemplo importantíssimo, dando-nos uma lição admirável: após terem vencido a jornada, terem sido abençoados pelo Senhor, começam a ajudar o povo e a casa de Deus !Ajudar aos outros é demonstrar seu verdadeiro amor ao próximo, é provar ser um legítimo e genuíno servo do Senhor.Aquele povo não veio para Jerusalém para ser mais um contingente de judeus na Palestina, não veio para apenas viver da recordação dos grandes livramentos operados pelo Senhor durante a viagem, nem para testemunhar o quanto eram importantes para Deus e como a mão do Senhor esteve sobre eles.Vieram para Jerusalém para ajudar o povo e a casa de Deus.Será que é esta a sua disposição, a minha disposição, a nossa disposição ?Após terem aprendido e desfrutado da companhia do Mestre durante três anos, os discípulos não teriam que repousar e viver da recordação daqueles momentos tão marcantes e singulares que haviam vivido na companhia do Filho de Deus feito homem ?Entretanto, quando Jesus ascendeu aos céus, simplesmente disse aos discípulos que, nada mais, nada menos, teriam de ajudar o mundo todo, divulgando as boas novas de salvação e pregando que Jesus é o Salvador do mundo.Esta ordem não foi dada apenas aos discípulos contemporâneos do ministério terreno de Jesus Cristo, mas a toda a Sua Igreja, da qual fazemos parte.O próprio Esdras foi um exemplo disto, como mostra o restante do livro que leva seu nome e o livro de Neemias, pois, como já foi dito supra, Esdras só estava iniciando a grande tarefa de reconciliação de Israel para com seu Deus, tarefa esta que até hoje é comparada somente a de Moisés.Que aprendamos com Esdras e com o povo que lhe seguiu, de forma que estejamos reta e sinceramente a caminho de Jerusalém e que o Senhor nos conceda que o façamos com o mesmo êxito e o mesmo amor ao Senhor.

6 comentários:

Anônimo disse...

Gostei muito do comentário. Onde encontro mais comentários do prof caramuru, ele tem blog?, email?, me informe pelo emael leo_rop@yahoo.com.br, se soube..obrigado e fica na paz de Cristro

Anônimo disse...

TAMBEM ESTOU PROCURANDO MAIS COMENTARIOS DO PROF CARAMURU
MEU E MAIL
EDMILSONPAULA@YAHOO.COM.BR

Anônimo disse...

A Paz do Senhor Jesus, desde tempo do Portal Escola Bíblica Dominical, acompanhava e usava os comentários do Prof Dr.Caramuru, também estou a procura me informe, m/ e –mail : alvescont92@yahoo.com.br , desde já muito agradecido fiquem na Paz de Cristo.

Alex disse...

Acompanho o Prof Dr. Caramuru Afonso Francisco, desde o portal da Escola Dominical, gostaria também de saber se ele tem algum blog em que eu possa adquirir os comentários; e também gostaria de saber se ele tem feito comentários sobre as lições da Escola Dominical. Grato. alipesantos@ig.com.br

Anônimo disse...

Assim como muitos irmãos eu também
lia todos os comentarios do Prof. Caramuru no portal da EBD, o que me ajudou bastante.
Sinto falta desses comentarios e, se ele ainda faz este trabalho, gostaria muito de ter acesso a eles], se possivel.
obrigada
deismlopes@yahoo.com.br

IVAN SUCONIC disse...

EU BÉM ADMIRO MUITO OS COMENTÁRIOS DO DR CARAMURU AFONSO FRANCISCO. PRA MIM É ELE NO CEU E O DR. CAIO CANGUÇU NA TERRA.
FEZ-SE A JUSTIÇA AOS HOMENS DE BOA VONTADE.ALMA LAVADÍSSIMA.OBRIGADO DR CACA.